Marketing Jurídico: vale a pena?

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Marketing Jurídico: vale a pena?

Você provavelmente já ouviu falar sobre marketing jurídico, não é?

De uns tempos para cá, essa expressão se popularizou e todo mundo tem um leve conceito sobre o que seja.

Mas por que será que esse tema está em alta?

Sobre isso que vamos falar neste post trazendo pesquisas importantes para te mostrar o que realmente está acontecendo.

Mas antes de tudo. Você sabe o que é marketing?

Segundo Philip Kotler, considerado mundialmente como o “Guru do Marketing”,

Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro.

Há cerca de 20, 30 anos atrás, não era necessário que o advogado se preocupasse com marketing jurídico, simplesmente porque havia mais demanda do que oferta de advogados no mercado.

Isso permitia que a simples graduação em Direito tornasse aquele profissional valioso.

No entanto, observamos um crescimento de cerca de 700% do número de cursos de Direito no Brasil nas últimas décadas.

O Brasil tornou-se o país com a maior densidade de advogados por habitante no mundo[1].

Isso mudou completamente a lógica anterior.

Além do aumento da concorrência, a relação cliente-advogado mudou.

Visto que agora a oferta supera a demanda, os clientes passaram a ditar as regras do jogo. Eles não têm mais paciência para serviços ineficientes, sem previsibilidade de custos e com pouca objetividade.

Por isso, os clientes começaram a cobrar cada vez mais de seus advogados e a pressionar por redução de custos.

Fazer um trabalho técnico de qualidade não é nada além da obrigação do advogado atual.

Bons escritórios existem aos montes. Os clientes querem mais.

Não há mais espaço para opiniões vagas, inconclusivas e sem embasamento em fatos concretos.

Mas o que isso tem a ver com marketing jurídico?

Tem tudo a ver.

Isso porque, marketing está diretamente relacionado a identificar e estudar um determinado mercado-alvo.

Então, o primeiro passo para fazer um marketing jurídico eficiente, é identificar quem é o cliente que você almeja atingir.

Uma vez identificado, é preciso estudar o perfil desse cliente e entender o que ele espera de você.

Esse é o ponto de partida para toda e qualquer estratégia que virá depois.

Se esse público não está bem definido, volte algumas casas e reflita sobre isso.

Marketing Jurídico: O Comportamento do Consumidor de Serviços Jurídicos

Você deve ter ouvido falar por aí que ter um site para o seu escritório de advocacia é importante, estar presente nas mídias sociais também, mas alguém já te explicou o real motivo disso?

Nós, da Concept Law, gostamos de dados. Vamos deixar o achismo de lado e trazer os números à mesa!

Bem, uma pesquisa feita pela FindLaw, da Thomson Reuters, mostra que os costumes relacionados à contratação de advogados mudaram muito na última década.

O percentual de pessoas que usava a internet para encontrar um advogado aumentou de 7%, em 2005, para 38%, em 2014 e segue crescendo.

Ter uma presença digital hoje não é mais uma novidade, mas uma necessidade.

Possuir um site do escritório é algo que os clientes esperam de você, é a sua identidade online.

E vamos combinar? Não adianta nada ter aquele site desatualizado e não responsivo, ou seja, não adaptável à tela dos diferentes dispositivos.

Isso porque, em uma pesquisa realizada pela Thomson Reuters, 52% dos entrevistados disseram que procuram por advogados através de um dispositivo móvel. Apenas 27% usam o computador para essa pesquisa.

 

Marketing Jurídico: Mídias Sociais Funcionam?

E as mídias sociais? Será que elas são eficientes para alguma coisa?

Podemos garantir que estar presente nas mídias sociais é também fundamental.

Precisa de provas?

Segundo uma pesquisa realizada pela Thomson Reuters em 2016:

  • 54% dos respondentes indicaram que são mais propensos a contratar um advogado com presença ativa nas mídias sociais.
  • Esse número pula para 72% se considerarmos os consumidores entre 18 e 40 anos.

Você quer mesmo correr o risco de perder um potencial cliente por não estar presente nessas mídias?

Melhor não né?

Apesar disso, manter uma presença digital de qualquer maneira, sem observar o estilo das postagens ou a regularidade de atualização, pode gerar um efeito negativo.

Os consumidores gostam da interatividade promovida pelas redes sociais, pois isso aproxima mais o profissional ou empresa das pessoas, torna as relações mais humanizadas.

Portanto, mantenha-se autêntico, humano e engajado com sua audiência. Além disso, não fique o tempo todo falando de você e de suas conquistas profissionais, isso costuma gerar certa antipatia por parte dos consumidores.

Marketing Jurídico: Marketing de Conteúdo.

E sobre marketing de conteúdo, você já ouviu falar?

Trata-se da estratégia de fornecer conteúdo relevante a uma audiência específica para a construção de um relacionamento de credibilidade e confiança.

Vamos aos dados?

Em uma pesquisa realizada pela American Bar Association, 80% dos advogados em firmas de mais de 500 advogados que pessoalmente mantêm um blog jurídico, relatam captar clientes como resultado do trabalho no blog.

Advogados-blogueiros em empresas de 2-9 ou 50-99 advogados relataram uma taxa de sucesso superior a 50% na retenção dos clientes.

Mas basta fazer um blog e sair escrevendo?

Não é simples assim. Afinal, existem quase 2 bilhões de sites na internet.

Então não é fácil ter o seu blogpost posicionado na primeira página do Google e, se ele não estiver na primeira página, sinto muito, mas as pessoas não chegarão até ele.

Isso porque, as pesquisas do próprio Google apontam que 94% dos usuários não passam da primeira página dos resultados.

É por isso que tem bastante ciência por trás do marketing de conteúdo online.

Coisas como SEO, palavras-chaves, link building, pagerank, são nomenclaturas que quem pretende fazer um trabalho de blog de qualidade, precisa conhecer.

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Fácil, não é. Se fosse, todo mundo faria bem e simplesmente deixaria de fazer efeito.

É um diferencial frente à concorrência e você pode conseguir um retorno muito relevante a partir dessa estratégia. No entanto, alcançar melhores resultados exige investimento de tempo e esforço.

Os dados das pesquisas mostram que vale a pena! E você, o que acha?

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[1] Palestra de Rodrigo Bueno, Lexis Nexis. Congresso Direito e Tecnologia, 2017.

 

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Nayara Menezes
Nayara Menezes
Advogada e fundadora da Concept Law. Cursando MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Gestão de Negócios pela Harvard Business School. Certificada em Inbound Sales e Inbound Marketing pela Hubspot Academy e em Marketing de Conteúdo pela Nova Escola de Marketing.
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